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O sonho serve como motivo para que cada indivíduo vença os obstáculos que aparecem em sua vida. Muitos desistem de seus sonhos ao longo do tempo. Isso pode levar à pergunta: os sonhos envelhecem?

O homem precisa de seus sonhos para viver. Apenas deste modo consegue atravessar as “pedras” que estão em seu “caminho”. O vestibular é um bom exemplo: muitos, com o sonho de entrar para uma boa faculdade, esforçam-se ao máximo para alcançar esse objetivo. Sem um sonho, a humanidade não mudaria. Se os franceses que viveram a Revolução Francesa não sonhassem com a igualdade e não lutassem por ela, por exemplo, o mundo atual poderia ainda estar vivendo o Antigo Regime.

Porém, nem sempre os sonhos são realizados. Alguns deles reagem a isso de maneira ruim – o que leva ao desestímulo e a um dos piores quadros do mundo atual: a depressão. Mas existem aqueles que, mesmo sem ter realizado nada, procuram algo para seguir, não perdendo, assim, a vontade de viver.

Deste modo, é possível perceber que os sonhos não envelhecem, mas se transformam. Sempre após realizar um de seus objetivos – ou até mesmo sem realizá-los – o indivíduo busca uma nova ambição. Isso demonstra que o sonho está sempre sendo reciclado e, também, que ele nunca morre.

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Existem diferentes maneiras de tentar mudar o mundo. Apesar de a luta com palavras ser mais difícil, ela é mais pacífica e efetiva do que outras.

A dificuldade existe por vários motivos. Primeiro, o locutor precisa saber quem é seu receptor e em qual situação está, e adequar seu vocabulário pensando nisso. Um gerente de uma empresa, por exemplo, não faria o mesmo discurso para seus amigos em um bar e para seus chefes em uma reunião. Outra dificuldade é a ambiguidade decorrente da possível polissemia das palavras escolhidas pelo locutor. O receptor pode interpretar de diferentes maneiras a mesma frase e, nem sempre, entender exatamente aquilo que o emissor se propôs a dizer. Por fim, aquele que ouve a mensagem pode ter convicções diferentes e tão fortes que se torna mais resistente à ideia transmitida.

Depois de vencer essas dificuldades, a linguagem verbal mostra sua maior eficiência. Ocorre o contrário da imposição de uma vontade através da força física, pela qual não há o convencimento do outro, fazendo com que este não acredite e, por muitas vezes, não concorde com o que está sendo proposto. Depois de convencidas através da linguagem verbal, muitas pessoas mudam de idéia – e passam a concordar com aquilo que está sendo defendido. A ditadura militar que ocorreu no Brasil é um exemplo, já que tentou se impor através da força e a população não se adequou a ela, buscando a volta da democracia.

Portanto, percebe-se que, apesar da dificuldade, a luta com palavras é mais efetiva. Mesmo sendo mais demorada, com certeza exerce maior influência sobre as pessoas, convencendo-as de que o motivo pelo qual estão lutando realmente é aquilo que acreditam.

(Fuvest 1997)
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Muitos acreditam que a evolução da ciência anula a função do mito. Mesmo assim, apesar de a ciência se sobressair atualmente, sempre haverá espaço para o mito.

O homem criou o mito para explicar o mundo e para encontrar conforto. O mito não só explica o que ocorre a sua volta como também ajuda: com a explicação, o indivíduo muda seu modo de agir – e muitas vezes para melhor. Um exemplo é o do Czar Alexandre, da Rússia, que, antes de derrotar o exército napoleônico, teve um sonho no qual Deus dizia a ele que isto ocorreria. Ao contar o sonho a seu próprio exército, houve um incentivo e maior confiança de que eles conseguiriam derrotar seus inimigos.

No entanto, ao longo do tempo, o homem começou a procurar explicações mais concretas e objetivas para os acontecimentos. Através de pesquisas e experimentos científicos, os seres humanos tentavam provar as teorias existentes. Com o avanço da ciência, esta foi ganhando cada vez maior credibilidade. Ela passou a ter o caráter explicativo e, muitas vezes confortador que antes só existia no mito. Este, por sua vez, foi perdendo a credibilidade.

Apesar disso, muitos ainda acreditam em diversos mitos, já que, mesmo não sendo de todo explicativos, fazem efeito. Mesmo com o fato de não haver motivo pelo qual um ritual melhore a colheita, este dá maior confiança àqueles que cuidam dela e que, portanto, dedicam-se mais para que saia tudo bem. Além disso, os mitos conseguem abranger áreas que a ciência ainda não conseguiu explicar, o que garante ainda hoje alguma credibilidade àquele. Algumas pessoas que vêem – ou dizem que vêem - espíritos, por exemplo, têm seu ‘dom’ justificado pela crença, mas não pela ciência.

Portanto, percebe-se que, mesmo com a ciência cada vez mais presente na vida do homem, ela não anula a existência do mito. Este sempre permanecerá na vida das pessoas.


(Fuvest 1996)
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A solidariedade é um dos princípios básicos previsto em documentos como a bíblia cristã e, até, na Constituição brasileira. Mas, será que na prática é exatamente como o proposto?

Ao longo da história humana, a solidariedade sempre esteve presente. Durante a Revolução Francesa, um dos princípios propostos foi a fraternidade, ou seja, tratar a todos como se fossem irmão, ser solidário a todos. Apesar dessa proposta, a França dos dias de hoje é conhecida como um país que luta fortemente contra a imigração – é contrário, assumidamente, a ser solidário a outros povos – um bom exemplo disso ocorreu nas últimas eleições lá ocorridas: LePenn, político ultraconservador, criticou uma candidata à presidência pelo simples fato de ela ser mulher e africana, de ser uma imigrante em seu país. Outro exemplo dessa contradição ocorre nos princípios cristãos. Enquanto promete ajudar a todos, independente de quem seja, a Igreja Católica foi a principal responsável pelas Cruzadas, uma guerra ‘santa’ contra os muçulmanos – ou seja, não respeitava aqueles que tinham diferentes crenças e, consequentemente, não era solidário a eles.

Como é possível perceber, a solidariedade existe, mas nem sempre como é proposta na teoria. Se a ajuda deve existir apenas pelo fato do outro ser da mesma espécie, o ser humano criou especificações. A pessoa só é solidária quando não se prejudicada com isso. Praticamente ninguém, por exemplo, daria abrigo a Osama Bin Laden, o terrorista mais procurado pelos EUA – e consequentemente pelo mundo – pois, caso fosse descoberto, seria gravemente prejudicado.

Por isso, existem os diferentes graus de solidariedade. Ela é dividida em diferentes níveis, dependendo da situação, os custos e os efeitos de sua ação. Ao praticar a solidariedade, a pessoa mede os riscos – por exemplo, se emprestar muito dinheiro pode correr o risco de não recebê-lo de volta - e os benefícios – com a adoção, com certeza a vida de uma criança será melhor, ela terá mais oportunidades. E, depois, conclui se vale a pena ou não.

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Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a liberdade deve existir de maneira igual para todos. Mas, na prática, ela apresenta diferentes graus de acordo com a situação de quem a possui.

A desigualdade econômica é um dos fatores que diferenciam esses graus de liberdade. Aqueles que têm mais dinheiro conseguem fazer mais coisas, como escolher uma carreira mais alternativa, viajar pra mais lugares, e, ainda, têm maior influência sobre os outros. Quando alguém mais influente e com mais dinheiro comete um crime, por exemplo, tem melhores condições para pagar advogados bons e, portanto, maior chance de ser absolvido – de continuar livre.

O status social é outro diferenciador. A fama, por exemplo, faz com que o famoso perca a liberdade de uma vida com privacidade, mas, ao mesmo tempo, ganhe privilégios entre as pessoas da população.

Os políticos também recebem maior liberdade. Uma prova disso é a imunidade parlamentar, que até 2001 só permitia o processo de deputados e senadores caso o congresso autorizasse e, hoje, dá imunidade ao expressar suas opiniões e seus votos; e o foro privilegiado, que concede aos políticos um julgamento separado dos outros cidadãos.

Portanto, apesar de a Constituição brasileira garantir o direito à liberdade a todos na mesma intensidade, isso não é possível na prática. Por maior que seja o esforço pela igualdade na liberdade de todos, sempre haverá pequenos diferenciais.

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O mundo contemporâneo exige o convívio em sociedade. Para isso, os indivíduos passam a agir de maneira a agradar a todos, desenvolvendo, ao longo da vida, diferentes personalidades, que variam de acordo com o lugar ou o que as pessoas exigem.

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É eu estou um pouquinho inspirada para escrever hoje... Mas agora eu vou falar de uma coisa que eu reparei no final do ano passado / comecinho desse ano: como os adolescentes de hoje em dia são parecidos no mundo inteiro.


Para contextualizar, eu passei o ano novo em um acampamento na Itália, e junto com gente de vários países diferentes. É claro que tinha mais gente da Europa, mas também tinha eu e mais um menino do Brasil, um menino dos EUA e outros dois do Japão.

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Sim, o blog está meio abandonado, mas para eu postar nele, acho bom ter alguma coisa que seja, ao menos, um pouco melhor do que apenas, sei lá, coisas que não adiantam para nada. Como ultimamente eu tenho gostado mais de, vamos dizer, filosofar, eu vim aqui para filosofar um pouquinho! :)

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Bom, lá estava eu na minha aula de português. O professor estava falando do romantismo, e começou a falar que seus escritores tinham umas características, o escapismo. Então, comentou que, até hoje, todo mundo pratica o escapismo, independentemente de sua situação, as pessoas querem sair um pouco da realidade e, assim, ter um pouco de paz, ou sei lá o que, só simplesmente se sentir, de certa forma, livre.

Para conseguir fugir da realidade, o homem criou várias coisas, entre elas a bebida e o cigarro. Ele comentou sobre isso para falar, também, que outra forma de escapismo era a literatura.
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Quem sou eu?

Eu sou a Andrea Galvão, mas pode me chamar de Déia! Eu sempre fui apaixonada por viagens, seja pelas páginas de um livro, pela tela da televisão ou indo de carne e osso conhecer um novo lugar. Sonho em conhecer todos os países do mundo, e visitar todos os mundos da fantasia. Seja bem vindo!

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