As férias de verão são das mais aguardadas pelos americanos. Para Dipper e Mabel não é diferente. Esse ano, os gêmeos vão passar as férias com seu tivô Stan, na misteriosa cidade de Gravity Falls, onde tudo pode acontecer. 

Dipper adota uma aventura, então não se conteve quando encontrou um livro que comprova que Gravity Falls não é um lugar comum: o sobrenatural está presente lá e o livro conta boa parte dos segredos para lidar com isso. 

Mabel sempre acompanha o irmão, mas seu objetivo é outro: aproveitar o verão e se divertir, seja namorando um vampiro (ou seria um zumbi? ou seriam gnomos?), seja adotando um porquinho de estimação (Waddles), seja fazendo novas amigas na cidade. Sua animação, sem dúvidas, é contagiante.


Acompanhando a dupla estão o mal humorado tio Stan - que é muito mais do que quer demonstrar; Soos, que trabalha na Cabana do Mistério e topa todas as maluquices que Dipper e Mabel estão dispostos a fazer; e Wendy, a adolescente que trabalha na Cabana durante as férias e por quem Dipper tem uma quedinha.

E é claro que os personagens mais secundários dão um quê a mais ao desenho: Gildeon, o arqui-inimigo de Stan, apesar de ser uma criança; um velho malucoque está sempre inventando novos aparelhos; os policiais da cidade, que não conseguem fazer o que um menino de 12 anos consegue; Pacífica, que se tornou rival de Mabel; Candy e Grenda, as amigas de Mabel...


Eu não imaginava que gostaria do desenho do modo que eu gostei. Mas achei uma ótima forma de passar o tempo! Os episódios são curtinhos (Têm cerca de 23 minutos cada), então dá para assistir quando estiver em uma pausa durante o dia sem culpa! Eu já disse diversas vezes que adoro histórias que têm sobrenatural, e essa é uma ótima forma de envolver o tema de forma divertida! Eu, sem dúvidas, ficaria bem curiosa em relação à pequena cidade em que eles passaram as férias, mesmo ficando com medo de ter que passar pelas situações que eles passaram durante os episódios.

Outra coisa legal é que em todos os episódios, há um criptograma para que o telespectador possa decifrar e sentir um pouquinho do que os protagonistas sentem ao pesquisar cada um dos misterios existentes do livro! 

Apesar de ser um desenho animado feito para crianças, mas vale a pena assistir! Acredito que esse tipo de desenho não tem idade - a Disney realmente não brinca em serviço!


Nome: Calafrio
Autora: Maggie Stiefvater
Editora: Agir Now
Páginas: 348


Quando era mais nova, Grace foi atacada por um bando de lobos e sobreviveu por pouco. Desde então, desenvolveu uma obsessão por esses animais... Em especial por um de olhos amarelos, que ao invés de seguir os instintos ficou parado a observando...

Sam não é um adolescente normal. Ele também foi atacado por lobos, mas ao invés de se curar das feridas como ocorreu com Grace, ele mudou completamente. Desde então, ele passa os invernos em forma de lobo. E a única coisa que o deixa mais humano são seus olhos... amarelos.

Anos depois, um outro ataque resultou na morte de um garoto. Com isso, a cidade começou a se mobilizar para exterminar os lobos da cidade e impedir que isso ocorra mais uma vez. Depois de levar um tiro, durante a caça, Sam finalmente se revela - em sua forma humana - para Grace. E, é claro que ela vai ajudar aquele garoto com os fascinantes olhos amarelos. A única coisa que ela não sabe é que seus anos como humano estão acabando... E em pouco tempo, Sam será lobo para sempre.



Eu sempre fui curiosa em relação à esse livro. Além da história, que envolve um pouco desse tema sobrenatural (lobisomens) que eu costumo gostar, a capa é maravilhosa - o que deixa tudo mais atraente (sim, eu julgo livros pela capa). Finalmente tive a oportunidade de ler e, vou dizer, não me arrependo! Apesar disso, acho que esperava um pouquinho mais da história. Senti que faltou alguma coisa - o final do livro, por exemplo, não me deixou morrendo de vontade de ler o próximo (o que acho uma grande falha, considerando que é uma trilogia). 

A narrativa é dividida entre os pontos de vista de Grace e de Sam, sempre acompanhando a temperatura daquele dia, já que esse é o principal fator de transformação dos lobisomens. Os dois são ótimos protagonistas. Em nenhum momento fiquei cansada de ler por conta da chatice deles (como aconteceu quando li Crepúsculo, Jogos Vorazes ou Divergente, por exemplo). 

De certa forma até me identifiquei com Grace, que é estudiosa, ama ler e é extremamente organizada (apesar de não ter nenhuma relação da família dela com a minha). Sam também é um personagem interessante, com uma vida bem incomum e que tenta ao máximo se formar como uma pessoa boa, apesar de ser condenado a passar o resto da vida como um lobo.

Enfim, para quem gosta de livros com seres sobrenaturais e um bom romance, vale a pena a leitura. Apesar de ser bem diferente, acho que o livro é ideal para os fãs de Crepúsculo, por exemplo, só que Grace é muito mais bem resolvida do que Bella! Vale a pena a leitura!


O Detetive Michael Britten (Jason Isaacs) acorda após um acidente de carro e descobre que sua esposa, que estava com ele, está morta. Ele tenta entender o que está acontecendo mas, após alguns dias, descobre que sua esposa não está morta, mas sim o seu filho. Confuso, Michael volta ao trabalho, numa tentativa de reestabelecer a normalidade. Em um momento, ele está com sua esposa falando sobre ter um outra criança, e no outro está em uma partida de tênis falando com o treinador do filho, sobre como o garoto está lidando com a perda da mãe. Em todo este tempo, ele tenta fazer o trabalho que ama, cada vez mais convencido de estar enlouquecendo.

Michael passou por uma experiência no mínimo diferente. Após um acidente de carro, passou a viver duas realidades. Por um lado, a mulher dele havia falecido, e ele tinha que continuar a vida com seu filho. Já de outro lado, o filho havia falecido, e ele tinha que ajudar sua esposa a superar essa morte. Os únicos que sabiam da existência dessas diferentes realidades eram os psicólogos, um para cada realidade, e cada um deles com uma perspectiva completamente diferente do que ele deveria fazer.

O que mais atraía a atenção deles era o fato de que o subconsciente de Michael, durante uma das realidades, ajudava ele a resolver o caso que ele estava trabalhando na outra. E, como um policial, ele tem que inventar desculpas para comprovar o modo como encontra cada uma das pistas, por mais malucas que sejam.

Não conseguia parar de assistir a série, sempre curiosa para saber qual é a verdadeira realidade de Michael; sempre procurando ver quais detalhes eu poderia ter deixado passar; sempre em dúvidas sobre qual dos lados é o que ele encontraria mais tranquilidade. Os últimos episódios são de tirar o fôlego!

Eu fiquei aflita com o que estava acontecendo em cada realidade e em como as coisas, apesar de parecidas, podem ser tão diferentes! E, sinceramente, achei o final genial. Realmente tirou todas as dúvidas que tínhamos ao longo da série de uma maneira que eu jamais esperaria. Ainda que seja razoável não ter uma segunda temporada, seria muito interessante ver uma continuação dessa série, mesmo que com personagens diferentes!