Tem spoilers da 5ª Temporada!


Rory sempre foi vista como a garota certinha, que consegue tudo o que quer, não faz nada errado e tem uma ótima relação com a mãe. Mas, durante a faculdade, ela conhece Logan, filho do dono de uma das melhores redes de jornal dos Estados Unidos. Ao seu lado, a garota tem a oportunidade de estagiar em um dos jornais da rede e, é claro, fica muito animada!

Mas ela fica acabada quando o seu futuro sogro fala que ela não tem jeito para a profissão. No final da 5ª temporada, vemos uma Rory destruída, sem esperanças para ser a jornalista que tanto sonhou em se tornar. Como consequência, a garota rouba um barco, tem que cumprir sua pena, abandona Yale e, como a mãe está (com razão) insatisfeita com a decisão da filha, vai morar com os avós.

Os avós tentam apoiar a neta em tudo o que podem. Reformam a casa da piscina, para dar liberdade para ela, a envolvem na organização de festas beneficentes, para que ela tenha um trabalho, mas, mesmo assim, percebem que a neta não está no caminho que deveria seguir. 

Enquanto isso, sem cabeça para falar com a filha - ou com os pais - Lorelai continua sua vida em Stars Hollow, cuidando de seu hotel e planejando o casamento com Luke, que é aprovado por todos na cidade. 

Quando tudo parece estar dando certo, voltando ao normal, aparece outro problema - que, dessa vez, pode afetar o relacionamento de Lorelai e pode fazer com que ela, mais uma vez, seja arrastada para longe do altar.


Gilmore Girls foi uma série da qual eu não esperava nada e acabou ganhando meu coração! Fiquei aflita com a relação de Rory e Lorelai no começo dessa temporada. Foi difícil ver como elas foram afetadas com os últimos acontecimentos da 5ª temporada, mas foi interessante perceber que, mesmo apesar de todas as diferenças, as duas são muito parecidas!

A mudança na personalidade de Rory é perceptível, e foi preciso encontrar alguém de seu passado para que ela se desse conta de que estava realmente jogando todo o seu futuro, tudo aquilo pelo qual ela sempre sonhou, pelos ares. Fiquei feliz que ela tenha encontrado o seu caminho, mesmo quando tudo parecia desmoronar à sua volta.

O último episódio da série também me deixou bem curiosa para a próxima temporada - apesar de eu ter ficado bem insatisfeita com o que aconteceu (e, imagino que quase ninguém tenha gostado desse final). Espero que tudo se resolva logo!


Nome: As Fases da Lua
Autoras: Clarissa Corrêa, Liliane Prata, Bianca Briones, Leila Rego e Jennifer Brown
Editora: Gutenberg
Páginas: 352

5 mulheres, 5 fases da Lua, 5 história de... amor?

A Editora Gutenberg decidiu reunir 5 autoras incríveis para dar origem à um livro: As Fases da Lua. Assim como a lua, a vida é feita de fases, e, ao longo do livro, encontramos mulheres incríveis passando pelas mais diferentes fases da vida.

Acredito que a melhor forma de mostrar um pouquinho deste livro para vocês é mostrando minha opinião sobre cada um dos contos! Como eu já deixei minhas impressões sobre o conto Oráculo Azul, de Jennifer Brown, hoje falar o que achei dos outros contos!

O livro já tem uma capa linda e toda a diagramação dentro nos encanta! Cada conto é estampado com a fase da lua correspondente, separando o que seriam os pequenos capítulos. Realmente a editora está de parabéns com esse capricho todo!

Caminhos Cruzados

Clarissa Côrrea
Alice é uma jovem com uma vontade crescente de cair no mundo, até se apaixonar pelo cara mais gato da cidade. Mas um incidente no meio de seu conto de fadas pode mudar sua vida para sempre.

Alice sempre se sentiu a ovelha negra da família. Sua irmã mais nova sempre foi a bonequinha da mãe e cresceu sendo sua queridinha. Por isso, a garota sempre considerou sua Tia Antônia a sua melhor amiga, sua confidente e mais do que uma mãe para ela. Realmente, elas têm uma relação maravilhosa! A protagonista sempre sonhou em ser independente, ir para São Paulo estudar jornalismo e ter um grande futuro. Por isso, apesar de se preocupar em aproveitar o presente, ela sempre estudou para passar no vestibular e finalmente se ver sozinha na cidade grande.

O período entre a primeira e a segunda fase do vestibular foi um dos mais difíceis da vida de Alice. Nessa época, se apaixonou perdidamente por Gustavo, um integrante de uma banda da cidade, lindo, bom de papo e, melhor ainda, parecia estar na dela! Eles ficam juntos por um tempo, mas  um imprevisto ocorre e ela percebe o cafajeste que ele realmente é. 

Agora ela está com um problema em sua vida e, ainda bem, tia Antônia está lá para ajudar. Tudo parece piorar ainda mais quando ele começa a se envolver com alguém bem próximo dela - Alice não sabe como lidar com essa situação. É claro que seus melhores amigos, Carlos e Maurício, sempre estão lá para ajudá-la, principalmente depois que todos se mudam para a capital.

A história de Alice sem dúvidas acontece com diversas mulheres, mas com a diferença que poucas têm um anjo da guarda como Tia Antônia que ajuda a lidar com essa situação. A reação da personagem perante seus problemas também é muito real - deve ser difícil se controlar passando por tudo o que ela passou.

Eu adorei o conto de Clarissa Côrrea! Mesmo em 86 páginas, ela consegue nos transportar para dentro da mente de Alice, chorar, nos emocionar, rir... Realmente, foi uma narrativa incrível e bem envolvente!


Algumas Coisas que Aprendi

Liliane Prata
Lena é uma mulher cheia de amor para dar e que stalkeia todos os passos dos homens por quem se apaixona. E ela realmente se apaixona por todos. O problema é que eles não se apaixonam por ela…
Lena é uma mulher hiperativa, divertida e que sempre fica obcecada pelos caras de que está a fim. Seus amigos não aguentam mais ela sofrendo pelo Du, sua obsessão da vez. Ele liga para ela, os dois saem juntos, passam uma noite maravilhosa e, depois, ele some por semanas ou meses. E ela fica desesperada.

Para se sentir melhor, Lena gosta de pegar diários antigos e ler as entradas, o que sempre a faz relaxar. Recentemente, uma de suas melhores amigas da infância e da adolescência, Giulia, entrou em contato. Ela resolveu reler o momento em que Giu se mudou para a Itália. E descobriu um pacto há muito tempo esquecido: se alguma das duas não se sentisse bem, a outra deveria viajar para consolá-la, sem pensar duas vezes.

Mas será que a antiga amiga havia entrado em contato para invocar esse pacto? O pai dela havia falecido há pouco tempo... Ela poderia invocar o pacto por causa disso, não poderia? Então Lena vai para a Itália encontrar a amiga e, ao mesmo tempo, tentar afastar a cabeça do Du, que, ela percebeu, já tinha partido para outra.


Se eu Pudesse Ficar

Bianca Briones
Um amor minguante não tem vez na vida de Bruna. Noiva do seu melhor amigo de infância, eles se preparam para o casamento e traçam planos para uma vida inteira juntos. Mas será que não é perfeição demais?
Bruna e Guilherme se conheceram quando ainda eram crianças e, em pouco tempo, se tornaram melhores amigos. Na adolescência, perceberam que eram apaixonados um pelo outro. E já faz 10 anos que namoram, sem nunca duvidar que foram feitos um para o outro.

Mesmo com Guilherme fazendo seu MBA em outro país, eles nunca passaram muito tempo afastados um do outro! Agora, Guilherme finalmente vai voltar para o Brasil, e eles vão poder e ver com mais frequência. Tudo parece estar perfeito para o casal! Mas, é claro que as coisas nem sempre são como parecem.

Eu me identifiquei bastante com esse conto de Bianca Briones. Primeiro, porque também namoro há muitos anos e, coincidentemente, meu namorado também se chama Guilherme! Eu consigo imaginar a sorte de Bruna por ter encontrado seu príncipe encantado tão cedo! E também consigo imaginar como deve ser difícil a situação pela qual o casal passou. Bianca também consegue nos emocionar e tirar lágrimas de nossos olhos nas poucas páginas do conto. E, sem dúvidas, conseguiu criar uma situação que é bem real e poderia acontecer qualquer um, deixando tudo ainda mais tocante!



Minha Canção Favorita é Você

Leila Rego
Ainda nova, Dora já é uma médica renomada, segura e decidida, mas seu coração traz uma ferida e ela não está disposta a se abrir novamente. Até que o amor lhe aparece em forma de canção…
Dora sempre foi dedicada à sua profissão. Com apenas 32 anos, já é uma oftalmologista respeitada e com grande conhecimento em sua área de trabalho. O campo emocional, por outro lado, nunca foi seu forte. Seu último namorado, Tadeu, deixou marcas em sua vida e ela nunca quis tentar se envolver com alguém de novo.

Sua melhor amiga, Sarah, não se conforma com isso. Ela vive insistindo para que Dora se envolva com alguém só por diversão - e ela tem que aproveitar o congresso de medicina em Salvador no qual estava exatamente para isso! Além disso, a amiga olhou toda a programação do que Dora poderia fazer por lá - e, no último dia, ela tem que ir no show de um cantor sertanejo que se afastou dos palcos e finalmente está voltando! E, é claro, Dora nunca ouviu falar nele, né?

Depois de discutir sua falta de habilidade com relacionamentos no telefone, no viva-voz, dentro do elevador do hotel, Dora percebeu que ela não estava sozinha: um homem lindo e alto estava bem atrás dela escutando tudo o que as duas discutiam! E ela não consegue tirar os olhos desse cara. E precisa controlar seus instintos para não se machucar mais uma vez.

Gostei muito do conto! Apesar de ser previsível (eu já imaginava quase tudo o que ia acontecer), eu adoro ler contos com romances fofos, que deixam qualquer uma nos céus! E é tudo melhor ainda quando a protagonista nos conquista de cara e o relacionamento do casal principal também é convincente! Terminei de ler o conto com aquele sorriso no rosto e um sentimento de felicidade! Adoro finais felizes!


Nome: Persépolis (Completo)
Autora: Marjane Satrapi
Editora: Quadrinhos na Cia
Páginas: 352


Persépolis é uma autobiografia em quadrinhos de Marjane Satrapi. Ao mesmo tempo em que vemos a história da autora, conhecemos também a história do Irã. Desde o início, há uma preocupação para que o leitor entenda qual é o contexto que estamos envolvidos: a região da Pérsia, onde hoje se localiza o Irã, sempre foi alvo de conflitos.

No início do livro, encontramos um país governado por um xá que foi lá colocado pelos imperialistas ocidentais, somente para se utilizarem das inúmeras reservas de petróleo do país. Os cidadãos não estavam satisfeitos com essa situação e se mobilizavam para que fosse implantada uma democracia.

Os pais de Marji sempre iam às ruas para garantir que a filha tivesse um futuro melhor. Eles a educaram para que fosse uma mulher politizada, livre e independente, que pudesse alcançar todo o potencial que sempre demonstrou ter.

Assim que o regime do xá foi derrubado, a população elegeu um governo islâmico. Isso deixou os revolucionários ainda mais inconformados, afinal, não foi para isso que se mobilizaram. Para piorar a situação, o Iraque se sentiu ameaçado pelo governo iraniano e  decidiu declarar uma guerra contra o país.

Marji sentiu a mudança na pele. Desde criança, estudava em um liceu francês, laico e que permitia a interação entre homens e mulheres. Com o novo regime, ela passou a estudar em um colégio religioso, apenas para meninas e, ainda, foi obrigada a colocar um véu sempre que saísse de casa (afinal, os cabelos de uma mulher atraíam muito a atenção dos homens).

A garota não conseguia se conformar com os novos padrões da sociedade, e também não controlava a boca para falar o que realmente acreditava. Com medo que o comportamento da filha pudesse a prejudicar, quando a garota completou 14, eles a enviaram para terminar seus estudos na Europa, onde ela poderia ser realmente livre.


Eu já tinha bastante curiosidade para assistir ao filme ou ler os quadrinhos,  mas nunca tive a oportunidade. Em junho, Persépolis foi o livro indicado pelo Our Shared Shelf, clube de leitura feminista da atriz Emma Watson (que, para quem não sabe, interpretou a Hermione). A minha curiosidade ficou ainda maior, e, resolvi, finalmente, ler!

Os quadrinhos mostram uma grande discrepância entre o Irã e o ocidente. Marji, que viveu durante a guerra Irã-Iraque e durante a revolução islâmica, conseguiu ver bem essa diferença assim que colocou os pés na Europa: as preocupações deles eram bem mais superficiais do que as que ela teve que aprender a viver.

Também é claro o aspecto feminista da história. Depois da revolução, as iranianas foram obrigadas a usar véu e roupas que cobrissem o seu corpo, já que qualquer coisa poderia distrair os homens. Aquelas mais liberais, se revoltavam de maneira sutil, usando maquiagem, deixando o pulso à mostra, com meias coloridas. Qualquer coisinha diferente já era motivo de serem enviadas ao Comitê, onde poderiam ser condenadas à chibatadas, casamentos forçados ou à morte.

Marji não se conforma com essa condição, e, sempre que possível, coloca sua opinião para que todos ouçam. E, sem dúvidas, a educação laica que teve e a família liberal que a criou contribuiu para que ela não fosse doutrinada pelo islamismo, e não acreditasse em todas as mentiras soltadas para controlar a população.

É impressionante pensar que os quadrinhos são uma autobiografia da autora. Realmente, é um choque de realidade e muitas vezes mostra que as nossas preocupações não são tão complicadas quanto parecem, frente ao que muitas pessoas passam.

Para você, que ficou curioso, confira o trailer do filme, ganhador do prêmio do júri em Cannes: