Que tal comemorar o Halloween conhecendo um pouco sobre Chacabuco, uma cidade-fantasma que fica no meio do deserto no Chile?
O Chile tem um dos desertos mais áridos do mundo. Bem ali no meio está uma escultura gigante em formato de mão! A escultura de 11 metros de altura foi inaugurada em 1992 e foi construída pelo escultor chileno Mario Irarrazabal.
Esse não é um dos passeios mais comuns de se fazer quando se visita o Atacama. Afinal, ela fica bem fora de mão do circuito turístico tradicional, ao sul de Antofagasta, de forma que é bem afastado de San Pedro do Atacama (dá uma olhada no mapa mais para baixo)
Como nós visitaríamos o Very Large Telescope, o desvio para passar por essa escultura no meio do nada não era tão grande. Como uma das recomendações quando se visita o telescópio é levar um lanchinho, decidimos que a Mão do Deserto era o lugar ideal para comer alguma coisa!
Não é fácil chegar na mão do deserto. Quando começamos a planejar a viagem e descobri a existência dessa estátua, comecei a procurar formas de chegar até ali. Como a mão realmente fica no meio do deserto, ir andando não é uma opção - ela fica a cerca de 70km de Antofagasta; também não encontrei nenhuma forma de transporte público que parava por ali.
Como também não existia transporte até o telescópio, acabamos alugando um carro. Foi bem tranquilo chegar na mão do deserto, a estrada é muito bem cuidada e tranquila para dirigir. Só precisa tomar o cuidado de abastecer bem o carro antes de sair, porque são vários quilômetros de deserto vazio.
Se você for fazer alguma coisa além de ver a mão, como fizemos, acho que é uma parada interessante para se fazer. Mas definitivamente, esse não é um dos pontos imperdíveis para quem visita o Atacama.
Se fizer bastante questão, mas não quiser alugar um carro, encontrei alguns poucos tours que vão até a escultura!
Veja mais sobre o Deserto do Atacama:
Antofagasta - Very Large Telescope - Mão do Deserto - Chacabuco - San Pedro de Atacama - Vale da Lua - Pucará de Quitor - Termas de Puritama - Laguna Cejar - Geisers del Tatío
O Deserto do Atacama é conhecido por ter um dos céus mais limpos do mundo! Não é a toa que é lá que está o maior telescópio já construído - o Very Large Telescope.
Esse telescópio é formado de quadro unidades grandes e quatro pequenas, que trabalham juntas formando uma imagem maior. Esse telescópio consegue ver até 25 vezes melhor e com mais detalhes do que os telescópios individuais, tendo uma precisão única!
Para garantir que nenhuma luz vai interferir no telescópio, não há construção nenhuma nos arredores.
Ele é resultado de uma parceria entre alguns países da Europa e o Chile e é um dos telescópios do ESO (European Southern Observatory). Em breve, outro telescópio ainda maior será construído nas proximidades - o European Extremely Large Telescope (apesar de ser bem distante do VLT, ainda é possível enxergar a olho nu a montanha sob a qual o novo telescópio será construído!)
A visita é gratuita e acontece todos os sábados, mas para visitar, você precisa se registrar com antecedência pelo site (a ficha de inscrição está disponível em inglês e em espanhol).
Por ser um passeio gratuito, eles não oferecem transporte até o telescópio - então você tem que arranjar alguma maneira de chegar até lá. Nós optamos por alugar um carro - não encontrei outra opção de transporte em nenhuma das pesquisas que fiz.
Também há a recomendação de levar um lanche para comer, já que não tem nenhuma lojinha de snacks dentro do complexo e são alguns quilômetros sem construção alguma nos entornos do telescópio.
Uma curiosidade: a área que serve como residência para os astrônomos foi utilizada como cenário para um dos filmes do 007 Quantum of Solace!
Veja mais sobre o Deserto do Atacama:
Antofagasta - Very Large Telescope - Mão do Deserto - Chacabuco - San Pedro de Atacama - Vale da Lua - Pucará de Quitor - Termas de Puritama - Laguna Cejar - Geisers del Tatío
Como decidimos visitar o Very Large Telescope, que é um dos maiores telescópios do mundo, optamos por parar na cidade de Antofagasta, que é mais próxima.
Os principais pontos turísticos são o La Portada e as ruínas de Huanchaca, mas a cidade em si é bonitinha e bem agradável! Para quem curte, a cidade tem vários museus contando a história da região e também um grande cassino!
O La Portada é uma formação rochosa em formato semelhante à uma porta. Ela fica entre o aeroporto e o centro da cidade - e nós paramos para conhecer assim que chegamos por lá!
Já Huanchaca são as ruínas de uma grande indústria de minerais e era utilizada para refinar prata vinda principalmente da Bolívia. O local foi inaugurado em 1892 e esteve em atividade por apenas 10 anos, apesar de todo o investimento que recebeu.
Veja mais sobre o Deserto do Atacama:
Antofagasta - Very Large Telescope - Mão do Deserto - Chacabuco - San Pedro de Atacama - Vale da Lua - Pucará de Quitor - Termas de Puritama - Laguna Cejar - Geisers del Tatío
Uma das coisas que eu tinha vontade de fazer algum dia é ver baleias em seu habitat natural. Tive essa oportunidade esse ano, no Canadá. Eu fui para o país no final de setembro para o casamento da minha prima na Nova Scotia. Depois do casamento, ia de carro até os Estados Unidos e no caminho poderia parar em dois lugares para ver as baleias.
Por ser bem na rota que eu usaria para cruzar a fronteiras, decidimos ver as baleias na cidade de Saint Andrews, no Estado de New Brunswick. A cidade é bem pequenininha e tem vários tours para ver baleias. Conseguimos fazer nossa reserva no Jolly Breeze (eles não têm site, fizemos a reserva por telefone). Os valores variam de 25 a 65 dólares canadenses, de acordo com a idade e o tipo de barco escolhido. Eles disseram que nessa temporada tinham tido 100% de sucesso em ver baleias durante os passeios. Antes de decidir por um passeio desse, é bom verificar se ainda é a época de ver baleias (lá, elas podem ser vistas entre maio e outubro).
Chegamos lá no horário combinado, pagamos nossa entrada e fomos para o local indicado aguardar a entrada. O passeio demoraria ao redor de 03 horas, seria servida uma sopa (estava bem friozinho, então foi ótimo) e se a gente quisesse, tinha um menu com algumas comidinhas, caso tivéssemos fome (mas também podíamos levar a nossa própria comida). E como estava friozinho e ventando, eles também tinham cobertores disponíveis dentro do barco e emprestavam casacos antes de entrarmos.
Enquanto não encontramos as baleias, pudemos ver outros animais: passamos por golfinhos e águias (aquelas bem grandonas!). Também pudemos aproveitar a paisagem, cheia de ilhas e com alguns faróis. Além disso, durante o tempo de espera, eles tinham várias outras
espécies de animais marinhos dentro de um recipiente (como ouriços,
lagostas e caranguejos) e eles explicavam um pouco sobre cada um deles e
nos deixava tocar.
Depois de quase uma hora no barco, finalmente encontramos as baleias! Eles têm uma grande variedade por lá, mas as que vimos eram as famosas jubartes (que também temos aqui no Brasil). Elas eram lindas e pacíficas, simplesmente tomando seu caminho no mar enquanto os barcos estavam parados as observando. Elas chegaram bem pertinho de onde estávamos - e até levei um susto quando elas soltaram a água quase do lado do nosso barco! O único porém: vá preparado, o cheiro das baleias não é muito bom não haha.
Ficamos um bom tempo as observando e voltamos para nosso ponto de partida. Enquanto estávamos voltando ainda pudemos ver outra espécie de baleia - mas o barco estava voltando muito rápido e não conseguimos parar para ver qual era :(
Enfim... Achei que o passeio valeu bem a pena, foi mais ou menos o que eu esperava e fiquei feliz de ter conseguido ver as baleias, pacíficas, em seu ritmo, dentro do mar - exatamente como deveria ser.















