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Own Mine

Créditos da Imagem

As últimas pesquisas indicam que o ronco tem, sim, uma finalidade comprovada. 

Desde os primórdios, a humanidade era assombrada por seres noturnos, como o Bicho Papão, o Boi da Cara Preta, a Cuca e os Monstros que se escondem dentro do armário e debaixo da cama. 

Desse modo, o corpo humano desenvolveu a habilidade de roncar para espantar tais seres, entre outros, o que foi comprovado por renomados cientistas, da mais notórias universidades. Mike Wazowski que se cuide!

A evolução ainda não trabalhou com todas as pessoas, já que algumas nunca precisaram roncar para espantar tais seres. Muitas vezes, elas foram protegidas por roncos alheios durante sua infância e juventude, de modo que não passou essa habilidade para as próximas gerações.

Mesmo assim, apesar de não roncarem, são protegidas por seus entes queridos, ainda que inconscientemente.

É o que ocorre, por exemplo, com casais como Joana e Murilo Neves. "Ele ronca muito a noite, e isso sempre me atrapalhou quando eu tentava pegar no sono. Com essa pesquisa, não reclamo mais: ele só está fazendo aquilo para me proteger!", afirma a garota. "Ela parece um zumbi, mas está viva - e isso que importa!", brinca seu marido.
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FELIZ NATAL!

Hoje vim colocar um conto natalino que escrevi! Eu postei ele no Wattpad há algum tempo (veja aqui) e espero que vocês gostem!

Imagem adaptada do CanStockPhoto

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(vídeo original aqui)

Terremoto? Ou submarino?

Mais cedo, naquele dia, fui retirar meu carro novo. Era um smart, super pequenininho, super fofo e com as cores exatas que eu queria! Eu sempre quis esse carro, ele era ideal para morar em uma cidade grande como a que eu vivo: posso estacionar em qualquer cantinho, andar rapidinho no trânsito.
Eu não imaginava que teria que mandar arrumar meu carro logo no primeiro dia que sairia com ele. Ainda bem que eu tinha garantido meu seguro!
Enfim, deixe-me contar o que aconteceu. Lá estava eu, exibindo meu carro novo em uma rua bem movimentada - de pessoas, não de carros. Na verdade, naquele momento, só havia o meu carro passeando por ali. Ainda bem, quero só ver o que aconteceria se tivesse mais carros!
Foi nesse momento que eu comecei a sentir o chão tremendo. No início, achei que fosse algum defeito no meu carrinho novo, e pensei em voltar para a loja e já reclamar. Quando olhei para as pessoas da rua, todas estavam olhando em minha direção - e todas estavam com caras assustadas. Na hora pensei que meu carro estava com algum problema sério e morri de medo.
Quando saí do carro, percebi que ele não era o problema. Lá fora também tremia muito. Se eu tivesse olhado pelo espelho retrovisor, já veria o que estava acontecendo. Alguma coisa emergia do chão, e parecia uma estrutura de metal. Morrendo de medo, me enfiei novamente dentro do carro e resolvi tentar sair correndo com ele. Sonho meu.
A cratera já havia aberto embaixo do carro e eu estava preso. Resolvi ficar lá dentro e esperar a coisa emergir. Finalmente o terremoto parou. Olhei pelo retrovisor e consegui dar nome à forma. Aquilo era, sem dúvidas, um submarino. O que raios um submarino estava fazendo ali, no meio da rua?
Sai do carro e fiquei observando, sem entender o que estava acontecendo. Estava abismado com aquilo. A rua já estava praticamente vazia, quase ninguém tinha ficado para assistir ao espetáculo. Foi então que o submarino abriu, e lá de cima saiu um comandante, que gritou alguma coisa em uma língua que não entendi - talvez russo?
Não demorou muito para os repórteres chegarem. No início, ainda estava meio chocado com o que tinha acontecido - e só quando eles chegaram a perguntar para mim sobre o que eu faria com meu carro que eu resolvi olhar para ele. Bom, o carro parecia inteiro, mas não sei como estava embaixo, exatamente onde as rachaduras pegaram. Ainda bem que tinha seguro!
No final, o comandante, que era realmente russo, se desculpou, pediu ajuda para a tripulação empurrar meu carro, me deu dinheiro o suficiente para arrumar meu carro, e afundou no meio do concreto novamente. Os repórteres e todos os que estavam em volta ficaram embasbacados.

Até hoje a prefeitura trabalha para fechar aquele buraco e entender como um submarino foi emergir bem ali, no centro da cidade! O submarino e sua equipe, por sua vez, nunca mais foram vistos! A Rússia também negou sua existência. Vai saber o que aconteceu com eles! O meu carrinho continua por aqui, são e salvo, super lindinho - e o dinheiro que foi me dado deu e sobrou para a reforma! Agora, sem dúvidas, tenho o dobro de cuidado quando resolvo me exibir com meu carrinho lindo!

A Propaganda: a companhia de seguros Europe Assistance Italia resolveu fazer uma campanha para provar que "Tudo pode acontecer", o lema da companhia. Para isso, chamou bombeiros, a polícia e colocaram um carro danificado pelo submarino.Super criativa, não?
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E mais uma vez um vídeo me inspirou para escrever uma crônica. Dessa vez, foi propaganda da Coca Cola da Espanha (o vídeo é em espanhol). A empresa colocou um anúncio no jornal, sem se identificar, falando que havia criado a 'Magic Pill', uma pílula capaz de fazer com que a pessoa emagreça e que combate a obesidade. As três primeiras pessoas a responder ao anúncio receberiam uma caixinha gratuita do remédio.

Assim que receberam as inscrições, a Coca Cola escolheu três candidatos, entrou em contato com suas famílias e amigos e fizeram uma ação muito legal: mostrando que mágica nenhuma existe, tudo depende da sua própria determinação. Confira o vídeo:


A Pílula Mágica

Eu já estava cansada do meu peso. Eu não conseguia mais emagrecer. Dieta vai, dieta vem, mas eu nunca havia conseguido me manter no peso certo. Um dia, ao olhar o jornal, vi um anúncio que mostrava uma pílula mágica, inovadora, que permitia a qualquer um alcançar o peso certo em pouquíssimo tempo. Dando continuidade, eles diziam que as primeiras pessoas que ligassem, conseguiam uma amostra! Eu provavelmente não seria chamada, mas não custava nada ligar, né?

Depois de uma semana, descobri que havia sido uma das primeiras - e precisava ir até a empresa para retirar a minha amostra. Já marquei para o dia seguinte e estava super animada! Acordei cedinho (tinha que chegar lá às 9 horas, e não podia atrasar), me aprontei e desci para pegar o carro. Não acreditei. O pneu estava furado. Mas como? Ontem estava tão direitinho! Olhei no relógio e vi que não daria para esperar a assistência chegar com um pneu novo. Porque eu não comprei um step, heim?

Resolvi, então, chamar um táxi. Chegou rapidinho. Entrei, indiquei o endereço. Minha onda de azar pareceu estar aumentando. O carro simplesmente parou, ele disse que não estava pegando direito e me pediu ajuda para empurrar. Eu, já inconformada e com pressa, levantei, sai do carro, e empurrei. E não é que o motorista saiu andando e me deixou para trás!? Ainda bem que eu tinha saído com minha bolsa!

Estava perto do metrô e resolvi comprar duas passagens logo, uma para ir, outra para voltar. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Se eu não quisesse tanto essas pílulas, nem teria me importado. Peguei o trem e consegui um banco. O trem estava lotado! Passadas poucas estações, uma moça grávida apareceu no meu lado. É claro que eu cedi meu lugar para ela, né? Também gostaria que fizessem isso comigo se eu estivesse em sua situação!

Quando cheguei na estação que tinha que descer, a escada rolante estava quebrada. Caramba, quanta coisa num dia só! Subi as escadas e cheguei exausta na rua. Segundo tinha pesquisado, teria que dar uma caminhadinha de uns 15 minutos para chegar no local. Que bom! Pelo menos estava um pouco adiantada - tinha meia hora para chegar lá! Não imaginava que chegaria com tanta folga - estava com muita pressa, para dizer a verdade. 

Caminhando em calma, parei para pedir informações para uma senhora, que estava parada sentada em um banco na rua. Ela abriu um sorrisão quando me viu e aproveitou para me pedir ajuda. Ela estava com duas sacolas pesadas de compras e não conseguia carregar ambas ao mesmo tempo para seu andar, o primeiro, do prédio em que estava sentada na frente. Como eu tinha tempo, resolvi ajudá-la. Uma boa ação sempre faz bem! Depois ela me passou a informação que eu precisava e agradeceu pela ajuda.

Finalmente cheguei no prédio! A empresa se localizava no terceiro andar. Ainda bem que não era tão alto, porque o elevador estava quebrado. Depois do azar todo que tive naquele dia, não estranhei ter encontrado mais alguma coisa contra mim, né? Cheguei super cansada no andar, me apresentei para a recepcionista, que me pediu para aguardar. 

Passados poucos minutos, fomos a uma salinha, onde ela me entregou uma caixinha, bem grande até. Quando abri, percebi que tinha uma tela do lado de dentro. Era um vídeo, e o título era "A Pílula Mágica" - eu estranhei, mas a moça disse que eram as instruções. Okey então, né? 

Logo percebi que era mentira. O vídeo mostrava nada mais, nada menos que eu mesma! Eu correndo atrás do táxi, eu cedendo meu lugar para a mulher grávida, eu subindo as escadas do condomínio... Tudo o que eu tinha considerado grande azar - e também a minha boa ação - estavam recordados ali no vídeo. Depois mostrou um making off. O taxista era contratado pela empresa, a moça grávida não estava naquela condição, a velhinha estava ali só me esperando... Achei engraçado, mas ainda não tinha entendido nada. Foi então que apareceu a mensagem: "A pílula mágica está dentro de você e você pode tomá-la todo dia". 

Assim que o vídeo acabou, meus pais e meu namorado entraram na sala, sorrindo. Eles tinham ajudado naquilo tudo! Fiquei super feliz! A empresa, que descobri ser a Coca Cola, então me deu uma consulta a uma nutricionista e também me indicou algumas academias perto da minha casa, para que eu começasse a tomar a minha própria pílula mágica.

Hoje já consegui emagrecer tudo o que precisava. Não me importava de descer as escadas do meu prédio para chegar no meu carro e não morria de preguiça de ir na academia todo final de tarde. Realmente, aquela pílula mágica mudou a minha vida!

A propaganda: A Coca Cola da Ibéria aposta em um estilo de vida saudável e convida aos cidadãos a se levantarem contra o sedentarismo. Para tal, criaram anúncios de televisão que mostram o impacto negativo do sedentarismo para nossa saúde e mostram algumas atitudes que a empresa faz para ajudar com isso. Assim, contou com ajuda das empresas Publicis e SCPF para mostrar que, na realidade, é possível combater esse mal (veja aqui o compromisso assumido, em espanhol). A propaganda faz parte da campanha "Cambia Las Estatísticas" (mude as estatísticas), que pode ser vista aqui!
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Quando vi essa propaganda, fiquei imaginando como eu reagiria. Por mais que a ideia tenha sido boa, não sei se gostaria de ver meu mundo acabando em plena entrevista de emprego: uma situação em que você supostamente está nervoso e tentando demonstrar que você é bom naquilo que faz. Resolvi, então, fazer uma crônica baseado na propaganda! Espero que vocês gostem! 

Inspirado nesse vídeo:


Estava nervosa. Ia para uma entrevista em uma das maiores empresas de tecnologia que eu conheço: a LG. Cheguei no local em que seria a entrevista. Era um dos últimos andares de um prédio alto, bem bonito. Tinham vários candidatos sentados esperando ansiosamente para uma vaga lá. Eu tinha me formado há pouco tempo e estava louca atrás de um emprego. Precisava mostrar que era melhor do que todas aquelas pessoas.

O primeiro candidato saiu da sala de entrevistas com um sorriso no rosto. Parecia estar confiante e, antes de pegar o elevador, nos desejou boa sorte, segurando uma risada. Mas que arrogância! Depois de um tempo, chamaram outro candidato, e outro, e outro. Todos saíam de lá com uma cara engraçada. Um deles até saiu rápido e xingando quem estava lá dentro. Onde já se viu? Vai mal numa entrevista e sai xingando o entrevistador? Acho que nunca vi as pessoas saírem com caras tão diferentes de uma entrevista de emprego. E eu ficava cada vez mais nervosa.

Então me chamaram. Entrei em outra salinha, menor. Um moço sentou e fez o que chamou de pré-entrevista. Estranhei as perguntas: perguntaram sobre minha saúde, histórico de doenças do coração e outras coisas desse tipo. Nunca nem imaginei responder coisas assim em uma entrevista! Passada essa fase, ele me indicou um escritório.

Entrei na sala, era como uma outra qualquer. Tinham arquivos, uma pequena árvore e a mesa em que eu me sentaria para a tão esperada entrevista. A vista da janela era maravilhosa - dava para ver vários prédios da cidade! Privilégio de ficar instalado em um andar tão alto. Se eu trabalhasse por ali, daria um jeito de não ficar de costas para a vista, como o entrevistador estava. Não perderia a oportunidade de trabalhar olhando para lá! 

Começou a entrevista. Pergunta vai, pergunta vem, o entrevistador deu uma olhada no meu currículo... Até que a vista da janela começou a mudar de cor. E muito rápido para ser mero pôr-do-sol. Quando me dei conta, vi um meteoro caindo. Era aquilo. Agora seria o fim. Eu não poderia acreditar que isso estava mesmo acontecendo! Teríamos um fim igual ao dos dinossauros. E eu morreria tentando um emprego que,no final, nem usaria, né?

Não contive um grito. O entrevistador estranhou e seguiu meu olhar para a janela. Na hora se levantou e correu da sala. Eu não podia acreditar. Fiz o que imaginava ser o mais prudente e me escondi debaixo da mesa dele e comecei a chorar e rezar. Eu não podia morrer agora! Tinha tanto para viver pela frente.

O meteoro colidiu com a Terra. O prédio começou a tremer. Via os destroços se aproximando cada vez mais do prédio. O chão tremia cada vez mais. O fim seria agora. A janela não mostrava mais nada. A luz apagou. Pelo menos seria uma morte rápida.

Foi então que eu estranhei. A luz tinha acabado. Eu não estava ouvindo mais nada. O chão não tremia mais. Será que o fim era assim? Você não sentia dor nenhuma e acordava no lugar em que você morreu? Fiquei confusa e feliz por não ter sentido nada. Tinha sido realmente rápido. E eu não me sentia em nada diferente. 

Aí a luz acendeu. Algumas pessoas, inclusive o entrevistador, entraram pela porta sorrindo. Será que o prédio tinha ficado intacto e eu não estava morta, no final das contas? Estava confusa. Eles apontaram para a janela. Quando me virei, percebi que era uma televisão. Aquilo que eu tinha visto, o desespero que eu tinha sentido não passavam de uma simulação. Não podia acreditar!

Não sabia se ficava brava ou feliz. Acho que estava feliz por ter sobrevivido ao quase-fim do mundo! Abracei todos os que aplicaram aquela pegadinha em mim. Percebi que ainda estava tremendo. Mesmo assim, não acreditava na minha sorte de ter sobrevivido. Peraí, sorte? 

Na saída, eles me pediram meu endereço e disseram que enviariam uma daquelas televisões novinhas para mim. Eu não consigo nem imaginar aonde colocaria uma daquelas televisões enormes na minha casa! Saí da entrevista (se é que podemos chamar isso de entrevista) com um sorriso estampado na face. Agora entendi o motivo daquelas expressões tão diversas ao sair das entrevistas!

Apesar de não ter sido uma entrevista real, gostei de ter vivido aquela experiência. Me sentia uma nova pessoa - pronta para recomeçar e fazer tudo do jeito certo. Afinal, a vida poderia acabar em um segundo, quando menos imaginamos, né? 


Sobre a propaganda: A propaganda foi realizada pela LG do Chile para divulgar a nova televisão de 84 polegadas (isso mesmo, 84 polegadas!) - aqui. Ela é uma continuação da campanha "So Real It's Scary" (Tão real que é assustador) criado na Superheroes, de Amsterdam. Veja os primeiros vídeos aqui e aqui.

Gostaram do texto? Confiram aqui outras crônicas! Tem alguma notícia engraçada que gostaria de ver virar crônica? Deixe o link aqui!
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Faz muito tempo que eu não escrevo uma crônica! Quando li essa notícia, não resisti e resolvi ver se ainda tenho a habilidade! Espero que gostem! Boa leitura e deixem seus comentários!

BBC - UK: Um funcionário do zoológico na província de Henan (China) afirmou que o cão foi colocado na jaula quando o leão foi encaminhado para um centro de reprodução. A fraude foi descoberta quando o animal começou a latir.

Cão da raça Mastín Tibetano
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Eu sou a Andrea Galvão, mas pode me chamar de Déia! Eu sempre fui apaixonada por viagens, seja pelas páginas de um livro, pela tela da televisão ou indo de carne e osso conhecer um novo lugar. Sonho em conhecer todos os países do mundo, e visitar todos os mundos da fantasia. Seja bem vindo!

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