6 de março de 2021

Maybe in Another Life

Nome: Maybe in Another Life | Em Outra Vida, Talvez?

Autora: Taylor Jenkins Reid

Páginas: 354

Editora: publicada no Brasil pela Editora Record


Hannah está perdida. Aos 29 anos, ainda não decidiu que rumo dar à sua vida. Depois de uma decepção amorosa, ela volta para Los Angeles, sua cidade natal, pois acha que, com o apoio de Gabby, sua melhor amiga, finalmente vai conseguir colocar a vida nos trilhos. Para comemorar a mudança, nada melhor do que reunir velhos amigos num bar. E lá Hannah reencontra Ethan, seu ex-namorado da adolescência. No fim da noite, tanto ele quanto Gabby lhe oferecem carona. Será que é melhor ir embora com a amiga? Ou ficar até mais tarde com Ethan e aproveitar o restante da noite? Em realidades alternativas, Hannah vive as duas decisões. E, no desenrolar desses universos paralelos, sua vida segue rumos completamente diferentes. Será que tudo o que vivemos está predestinado a acontecer? O quanto disso é apenas sorte? E, o mais importante: será que almas gêmeas realmente existem? Hannah acredita que sim. E, nos dois mundos, ela acha que encontrou a sua.

A protagonista, que tem 29 anos, começa o livro completamente perdida:

"Eu não tenho apartamento, nem emprego. Eu não tenho um relacionamento estável e nem mesmo uma cidade para chamar de casa. Eu não tenho ideia do que eu quero fazer com minha vida, não tenho ideia de qual é meu propósito e nem sinal de um objetivo de vida. E, ainda assim, o tempo me encontrou" (tradução livre)

Desde que seus pais se mudaram para Londres, ela se sente um pouco perdida, sem realmente ter um local para chamar de casa. Afinal, ela cresceu em Los Angeles e depois de ter saído na época da faculdade, nunca parou quieta em um só lugar.

Depois de ter percebido que não deveria permanecer em Nova York, decide atender ao pedido de sua melhor amiga e retornar para sua cidade natal, dando a chance de finalmente colocar sua vida em dia. Mas será que ela vai fazer as escolhas certas?

"Existe uma teoria que um físico muito confiável acredita que é a Teoria do Multiverso. De acordo com ela, tudo o que é possível, acontece. Isso significa que quando você lança uma moeda, vai cair cara e coroa. Não cara ou coroa. Toda as vezes que você jogar a moeda e cair cara, significa apenas que você está no universo que veio cara. Tem outra versão de você por aí que viu coroa no momento em que a moeda caiu." (tradução livre)

E essa é a premissa do livro. Nós acompanhamos Hannah em duas decisões que ela poderia ter tomado. Durante sua festa de despedida, ela pode decidir tanto ir embora com Ethan, seu ex-namorado, quanto ir embora com Gabby, sua melhor amiga. E, durante o livro, nós acompanhamos de perto como cada decisão vai afetar o rumo de sua vida.

Resolvi o livro porque me identifiquei com a protagonista. Normalmente, acreditamos que quando chegamos aos 30, nossa vida vai estar resolvida. Assim como a protagonista, percebi que não é bem assim. Tem muitas coisas que ainda pretendo fazer, e muita coisa que não correram da forma como eu imaginava que aconteceriam. E, apesar de ter seguido por um lado, volta e meia me pego imaginando o que teria acontecido se tivesse seguido por uma direção diferente aqui ou ali.

O livro intercala os capítulos conforme a decisão tomada por Hannah e a escritora conseguiu descrever de forma leve e tranquila como tudo isso afetou o emocional e a percepção da protagonista sobre o que está acontecendo. O importante é saber que cada escolha conta, tudo o que fazemos realmente afeta a nossa vida!

Ao longo do livro, nos apaixonamos pela amizade que existe entre Hannah e Gabby - um vínculo muito mais forte do que elas mesmo imaginariam; percebemos a importância de ter uma rede de apoio, de saber que temos com quem contar; vemos como podemos ter uma família em lugares que nem sabíamos.

Outro fator que me chamou a atenção, apesar de não ser relacionado com a história, foi o vocabulário do livro. Eu tenho o costume de ler livros em inglês e fazia tempo que eu não usava tanto o dicionário. Achei legal ter tido a oportunidade de expandir meu vocabulário e confesso que fiquei curiosa para saber se na tradução brasileira, essas palavras mais arcaicas foram utilizadas ou se traduziram para outras mais comuns nos dias de hoje.

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