Interstellar

por - fevereiro 18, 2015


A Terra está em colapso. Tem pó para todo lado. A comida está faltando. As faculdades já não são mais necessárias, o trabalho mais importante é o do campo. Cooper já trabalhou na Nasa. Mas agora, com tudo o que está acontecendo, a população não aceita mais que o governo gaste dinheiro com esse tipo de coisa. Ele vive frustrado com o mundo e sonha com o dia em que poderá voltar à ativa. 


Sua filha, Murph, também não se contenta com pouco e sonha em ser cientista. Uma das coisas que a garota quer fazer é tentar desvendar o que acontece em seu quarto: seus livros vivem caindo, de forma estranhamente ordenada. 

Durante uma tempestade de pó, a janela do quarto de Murph é deixada aberta, e a poeira deixada em seu quarto deixa uma estranha mensagem: as coordenadas de algum lugar. Assim, Cooper e a filha partem para descobrir para onde as forças do quarto da garota indicam. 


Chegando lá, Cooper finalmente descobre que o mundo ainda tem coisas escondidas: a Nasa ainda existe. E está procurando antigos funcionários e pilotos para uma nova missão: partir em busca de novos planetas habitáveis. 

Alguns pilotos já foram atrás dessa difícil missão e voltaram com 3 planetas possivelmente habitáveis. Tudo o que a equipe de Cooper deve fazer é escolher qual dos 3 é o melhor para abrigar a vida humana. 


Como qualquer filme de Nolan, ao assistir, você é obrigado a pensar - toda a atenção que você tiver no momento deve estar dedicada às telas. Para quem tem conhecimento das teorias da física, o filme fica ainda mais interessante. O meu conhecimento é mínimo, mas mesmo assim achei super legal o modo como eles encaixaram tudo! O filme utiliza conceitos da física, como a Teoria das Cordas e a Teoria da Relatividade, pficando ainda mais complexo e ainda mais incrível. 

É triste ver como a Terra regrediu em seus últimos anos de vida. A poeira se tornou predominante, a inteligência e esforço das pessoas não era bem valorizado e era super comum a morte por conta de problemas respiratórios. A vida em nosso planeta estava quase impossível e era preciso que algo fosse feito, já que o planeta estava quase inabitável. 


Ainda bem que, mesmo escondida, a nasa continuou pesquisando como salvar a humanidade da extinção. E, ao que tudo indica, o universo estava conspirando para que pudéssemos nos salvar da nossa própria extinção!

Os novos planetas habitáveis estão em outra galáxia, acessível somente por um buraco negro. Cada planeta tem sua própria órbita, de modo que a hora em um desses planetas equivale a 7 anos na terra, o dia em outro dura mais de 67 horas e de modo que cada minutos conta para que Cooper e sua equipe consiga salvar os habitantes atuais da Terra. 


O elenco foi incrível, no ponto certo. Matthew McGonaughey está ótimo na pele de Cooper, o astronauta insatisfeito com a vida de fazendeiro e que sempre buscou algo mais para si e para sua família. 

Tanto Mackenzie Foy quanto Jessica Chastain atuaram muito bem na pele de Murph, a filha que, com o incentivo do pai, sempre procurou por mais conhecimento, nunca se contentando em apenas ficar na fazenda. Seguindo os passos do pai, ela também foi para a nasa. 

Outros atores ótimos também passaram pela sequência: Anne Hathaway, a dra Brand, que partiu perante o desconhecido junto com Cooper; Michael Caine, o dr. Brand, que passou a vida para garantir que sua filha conseguisse salvar a humanidade da extinção. Até a pequena participação de Matt Damon como o astronauta que daria tudo para ser salvo da hibernação e não conteve a felicidade em saber que seu planeta fora um dos escolhidos. 


É claro que eu não poderia deixar de lado a trilha sonora de Hans Zimmer. O compositor, como sempre, conseguiu me envolver facilmente com seus ritmos e melodias, que ajudam o telespectador a se sentir ainda mais sufocado na Terra e aliviado pela possibilidade de fugir de lá. 

Super recomendo o filme! Vale mesmo muito a pena assistir e viajar no tempo, no espaço e em novas dimensões junto com Coop e sua equipe! 

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