Belas Adormecidas

by - abril 09, 2018


Nome: Belas Adormecidas
Autor: Stephen e Owen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 722


Por todo o mundo, algo de estranho começa a aconteceu quando as mulheres adormecem: ela são imediatamente envoltas em casulos. Se despertadas, se o casulo é rasgado e o corpo exposto, as mulheres se tornam bestiais, reagindo com fúria cega antes de voltar a dormir.

Em poucos dias, quase toda a população feminina mundial pegou no sono. Sozinhos e desesperados, os homens de dividem entre os que fariam de tudo para proteger as mulheres e aqueles que querem aproveitar a crise para instaurar o caos. Grupos de homens formam as Brigadas do Maçarico, que incendeiam casulos em massa, e em diversas partes do mundo guerras parecem prestes a eclodir.

Mas, na pequena cidade de Dooling, as autoridades precisam lidar com o único caso de imunidade à doença do sono: Evie Black, uma mulher misteriosa com poderes inexplicáveis.

"Temer o inevitável é pior que o inevitável em si."

Acho que eu nunca quis tanto ler um livro do King quanto quis ler Belas Adormecidas. De todos os livros que conheço dele, essa foi a premissa que mais me chamou atenção logo de cara, sem falar nessa capa que eu acho muito linda. No fim, eu gostei da leitura, mas tenho meus poréns em relação a ela.

O plot realmente é algo muito criativo e interessante de ler; mulheres adormecidas em casulos, e uma única e misteriosa que é imune a tudo, além de parecer ter poderes que ninguém compreende... Isso daria uma história e tanto! Mas, King pai e King filho não souberam aproveitar... 

Eles trabalharam muito bem isso no começo; no primeiro terço, o livro te prende bastante e de deixa curioso sobre o que vai acontecer, mas depois disso o ritmo fica bem lento, sem falar que toda essa história com as mulheres começa a se perder e se tornar pano de fundo. Começando pelo fato de que eles não souberam trabalhar o "porque" de aquilo estar acontecendo, mas ainda assim insistiram bastante nesse ponto, o que se torna bem contraditório e monótono... 

Em contrapartida, eles trabalharam bastante os diálogos... Acho que esse é realmente o ponto do livro, o que eles quiseram passar. O livro faz o leitor pensar muito sobre coisas que hoje em dia estão em alta no âmbito social, como machismo, feminismo, estereótipos e diversas outras questões importantes. Nesse ponto, eles acertaram e transmitiram uma mensagem muito boa.

Outra coisa que chama bastante atenção são os personagens, que são muito bem desenvolvidos. Eles são complexos e críveis, e cada um tem sua importância, além de cumprirem bem seus papéis em refutarem a mensagem que os autores querem passar. Eu gostei especialmente de Evie, que tem um estilo que gosto bastante em personagens.

Em suma, é um livro bom, mas que poderia ter sido desenvolvido de uma forma melhor. Ele traz um plot interessante, bons personagens e mensagens importantes, mas peca na fluidez da leitura e não agrada tanto com o final. Não é uma história grandiosa, como poderia ter sido.

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