Lobo por Lobo

by - outubro 29, 2016

Nome: Lobo por Lobo
Autor: Ryan Graudin
Editora: Seguinte
Páginas: 360


E se Hitler tivesse ganhado a Segunda Guerra Mundial?

Yael vive nesse mundo. Quando criança, foi levada pelos nazistas para um campo de concentração, e foi escolhida para ser cobaia em um dos muitos experimentos realizados com as crianças judias. Por meio dela, o doutor (a quem ela apelidou de "anjo da morte") pretendia transformar a sua aparência naquela de uma ariana, de alguém que tem "raça pura". O que o médico não esperava era que o experimento seria ainda melhor do que o que planejava. Yael ganhou a possibilidade de se metamorfosear em qualquer pessoa, desde que permanecesse no sexo feminino e, infelizmente, sem que sua tatuagem, com o número de registro no campo, desaparecesse.

Yael se utilizou dessa habilidade para fugir das mãos dos nazistas e, com o tempo, se juntou à rebelião, com o intuito de consertar o mundo.

Em 1956, o mundo era dividido em duas grandes nações: a Alemanha de Hitler e o Japão, governado pelo imperador. Para comemorar a vitória na guerra, todo ano um grupo de garotos entre 13 e 17 anos fazia uma viagem de moto partindo da Germânia (a antiga Berlim), indo em direção ao palácio imperial de Tokyo, o comemorado Tour do Eixo.

Na corrida de 1955, algo inacreditável aconteceu: a vencedora foi uma mulher. Bonita, ariana, forte, admirável. Adele Wolfe era um modelo incrível da raça superior. O encanto de Hitler pela garota era tamanho que o ditador saiu de sua política isolacionista para uma dança com ela, no baile da vitória.

Agora, aproveitando a oportunidade de um contato próximo com o ditador, Yael recebeu a sua primeira missão como rebelde: assumir a identidade de Adele Wolfe, ganhar mais um Tour do Eixo e aproveitar a dança com o imperador para assassina-lo na frente das câmeras, transmitidas ao vivo para todos os cantos do Eixo.

A missão parecia fácil. Yael foi treinada para tudo. Ela só não esperava ter que conviver com o passado de Adele: dentre os corredores estavam Felix, o irmão gêmeo da vencedora; e Luka, que viveu algo não divulgado com a garota durante a última corrida.


Ryan Graudin gosta de examinar todas as facetas da vida por meio de uma única pergunta: "E se?". A história sempre a fascinou, principalmente pela quantidade incontável de "e se". Uma de suas divagações a levou ao mundo de Yael... Um mundo que poderia ser o nosso. E foi, durante um tempo e em um lugar.

O livro me atraiu de início por conta do enredo. Assim como Graudin, eu gosto de me aventurar pelos diversos "E se" da vida. Sem dúvidas, o mundo seria muito diferente se Hitler tivesse vencido a segunda guerra mundial.

Depois que comecei a ler, percebi todos os elementos que eu adoro nesse tipo de livro: o governo totalitário, o início de uma rebelião, a possibilidade de um romance, a personagem principal forte. Além disso, as personagens são todas bem construídas, é possível ver a determinação de cada um, as características de cada um deles e é fácil diferenciá-los.

Outra coisa que me chamou também a atenção foi o fato de existir uma narrativa em 3ª pessoa. Normalmente, esses livros são narrados em 1ª pessoa e, hora ou outra, eu começo a ficar irritada com a protagonista. Isso, sem dúvidas, vai ajudar na continuação (quando, provavelmente, Yael terá uma pequena crise de existência, como costuma acontecer nas continuações desse tipo de livro).

Enfim, para aqueles que são fãs dessas características que eu citei acima, típicas de uma boa distopia, vale a pena a leitura! Para os que gostam de história, ou até são fãs da Mística, de X Men, também é uma boa alternativa! Eu já estou animada para a continuação!

Leia também

0 comentários!

Seu comentário é muito importante! Obrigada por comentar, e aproveite sua visita!

* Os comentários são moderados, então dependem de aprovação para serem publicados.

O conteúdo do blog foi escrito e criado por mim, salvo quando sinalizado. Se for copiar, me avise e coloque os devidos créditos. As imagens e fotos, se não tiradas por mim ou criadas para o blog, foram retiradas, em sua maioria, do Pixabay. Caso seja de sua autoria, me avise para que eu coloque os devidos créditos!

Licença Creative Commons