O Duque e Eu

por - maio 20, 2015

Nome: O Duque e eu
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288

“ Os Bridgertons são, de longe, a família mais fértil da alta sociedade. Essa qualidade da viscondessa e do falecido visconde é admirável, embora se possa dizer que suas escolhas de nomes para os filhos sejam bastante infelizes. Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyancinth. (...)”


O primeiro livro da série Os Bridgertons conta a história de Daphne, a quarta entre os filhos da família (como é claro, já que seu nome começa com “D”), e a filha mais velha. Ela já está na idade de se casar e, ao contrário da maior parte das famílias da época, os Bridgertons permitem que a senhorita tenha poder de escolha sobre seu futuro marido. 

Ela sabe que é difícil em seu mundo alguém se casar por amor. Por isso mesmo, ela pretende escolher aquele pretendente que mais lhe agrada, com quem ela saiba que poderia ser, no mínimo, feliz. Mas isso está difícil. A maior parte dos homens elegíveis para si a enxerguem apenas como amiga, e ela gostaria muito que isso pudesse mudar.

É então que aparece Simon, o novo Duque de Hastings e um dos melhores amigos de seu irmão mais velho. O homem acabou de voltar de uma viagem de 6 anos pelo mundo, e está entre os solteiros mais cobiçados da temporada. Acontece que ele odeia isso: não quer ir para festas e ser atacados por todas as jovens solteiras e suas mães.

Depois de um encontro inesperado com Daphne durante um baile, sem saber que ela é irmã de seu amigo, ele já começa a olhar para ela com outros olhos. Ao descobrir sua identidade, e observar que ela também está cansada de ser apresentada à tantos pretendentes sem nenhuma esperança, os dois bolam um plano. Como se sentiam relativamente bem na companhia um do outro, poderiam fingir que estavam realmente interessados, de forma que ele a cortejaria – saindo da mira das outras solteiras da época – e, ao mesmo tempo, ela se tornaria ainda mais desejada pelos solteiros que, até então, a viam apenas como amiga.

Dessa forma, os dois começam a passar mais e mais tempo juntos. E, infelizmente para Daphne, ela começa a se apaixonar pelo Duque – mesmo sabendo que ele não tem intenção nenhuma de se casar. Ele, por sua vez, se encanta pela senhorita, ainda que ela seja proibida, por ser irmã de seu amiga. Mas, por mais que goste dela, Simon não ainda não quer casar. Ela não conhece o passado sofrido dele, e nem sabe da promessa que fez ainda pequeno: ele faria sempre o oposto do que o pai gostaria. E isso envolve não ter filhos, de forma a deixar o ducado para outro da família que não seu descendente.


A família Bridgerton com certeza vai te encantar. Daphne é uma garota moderna para sua época e, no maior estilo Jane Austen, bate contra os valores de sua época. Ela sonha em casar por amor, mesmo sabendo como isso deve ser difícil. Além disso, ela não é daquelas garotas que tem cabeça vazia – ela tem conteúdo. 

Sua mãe e seus irmãos também são ótimos. Dá para ver como a amam e como querem o melhor para ela. Não vou falar sobre cada um deles, apenas sobre Anthony, que era claramente o mais preocupado com o casamento da irmã – e foi o primeiro a ter um pé atrás com Hastings, um de seus melhores amigos; e Colin, que é o mais próximo de Daphne, e faria de qualquer coisa para colocar um sorriso em seu rosto.

Simon, então, o Duque de Hastings, apesar de ter um passado sofrido, conseguiu superar todas as expectativas e se transformar em uma ótima pessoa. Os traumas do passado, porém, ainda afetam sua vida – e, mesmo sem perceber, continua agindo de forma que o pai não gostaria, mesmo que ele já tenha falecido.

Eu ainda não tinha lido nenhum livro de Julia Quinn. Me encantei pela escrita dela e, confesso, fazia tempo que não lia um livro tão rápido. A autora com certeza conquistou um lugar no meu coração e estou louca para saber o que vai acontecer com os outros membros da família Bridgerton nos próximos livros da série (e, é claro, voltar a ter notícias de Daphne!). 

A capa é bonita e a diagramação está boa, mas encontrei um ou dois erros de digitação ao longo da leitura – nada que afetasse a leitura, felizmente. 

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