Entrevista: Eleonor Hertzog

por - maio 14, 2014

Hoje venho com mais uma entrevista para vocês! Dessa vez, com a autora parceria aqui do blog, Eleonor Hertzog, que é um amor de pessoa! 

Como foi seu primeiro contato com a leitura? Você já lia na infância? 

Desde que me lembro, leio tudo que me cai nas mãos.  Ainda tenho, bem guardados e manuseados, alguns livros da minha infância.

Quando você começou a escrever? Quando decidiu ser autora?

Comecei a contar histórias logo depois de começar a ouvi-las. Escrever? Não lembro bem. Mas era uma pirralha, rsrs!

Quais são suas inspirações para escrever? Tem algum autor como referência?

Três autores me influenciaram muito.
J.R.R. Tolkien – li Senhor dos Anéis quando tinha dezessete anos (ou seja, faz muuuuito tempo), muito antes de virar moda. Com ele, aprendi que precisa haver regras coerentes mesmo em mundos mágicos imaginários.
Isaac Asimov – é um fantástico escritor de ficção científica, cuja maior qualidade é simplificar a ciência que usa.
Agatha Christie – que ensina muito bem a amarrar histórias e não deixar pontas soltas!


Seu livro é uma ficção científica que cria um mundo totalmente diferente do que imaginamos. Qual foi sua inspiração para escrever “Uma Geração Todas as Decisões”? Como foi criar esse universo diferente?

Eu não criei esse universo. Ele se criou gradualmente, conforme a trama ganhava personagens e complexidade. E olha, tem vezes que até eu me surpreendo com ele...



Quanto tempo você demorou para escrever “Cisne”? E “Linhagens”? Conte um pouquinho da experiência!

Cisne foi o primeiro ponto possível de corte em uma história que é maior. Depois de definido o lugar aonde terminaria o primeiro livro, foram mais três anos até deixá-lo na forma em que foi publicado pela primeira vez. A segunda edição, que deve sair em uns meses, sofreu mais uma série de revisões de estrutura (Não se preocupem, nada da história mudou!)


Você tem alguma previsão de quando sairá “Talismãs”? Poderia nos contar um pouquinho sobre o que está planejando para os próximos anos?

Em e-book, na metade do ano. Como livro físico, bem, aí vai depender do orçamento!

Quais são as maiores dificuldades que um autor brasileiro enfrenta hoje em dia?

1. o acima referido orçamento, tanto das editoras quanto dos escritores;
2. a divulgação, que, na maior parte das vezes, acaba nas mãos do autor, não da editora;
3. a distribuição, que é um terror!

Como você vê a literatura brasileira atualmente? Quais são suas expectativas quanto a ela?

Está crescendo muito e depressa, revelando inúmeros novos e surpreendentes talentos. Alguns já alcançaram reconhecimento público, como Carina Rissi, Paula Pimenta e Raphael Draccon. Mas há muita gente tão boa quanto eles esperando para ser descoberta e catapultada para o sucesso.

Você faz parte do grupo “Trilhando Páginas”. Você acha que o grupo ajuda na divulgação da literatura nacional?

Sim, sem dúvida! É um serviço de formiguinha, um pouquinho por vez, mas, cumulativamente, o “Trilhando Páginas” e outros tantos grupos semelhantes estão angariando novos leitores para a literatura nacional.


Tem alguma dica para quem tem vontade de publicar um livro?

Tenha muita paciência e perseverança. Não é fácil.


Sei que essa pode ser uma pergunta difícil, mas qual seu livro preferido?

Bem sinceramente? Os MEUS, rsrsrs! Adoro meus livros e meus personagens, amo de paixão!

Qual livro nacional você recomenda? Por quê?

Ah, não! Isso não é pergunta que se faça! Tem tanta coisa boa que não dá pra escolher!

Você gostaria de deixar algum recado para os leitores do blog?

Leiam! A vida é muito mais divertida com livros!

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